Alzheimer: Prevenção, Diagnóstico e Tratamento

Alzheimer: uma doença social

O Alzheimer é a doença mais estudada no mundo e uma das que mais podem causar reflexos sociais nas próximas décadas. Trata-se de um distúrbio classificado como doença social, já que cerca de 50% dos indivíduos diagnosticados com o problema poderiam tê-lo evitado ou adiado. Ademais, observou-se que em 42% dos casos estudados que levaram à óbito, havia a presença de fatores de risco cardiovasculares que acabaram despertando a doença, até então “adormecida” na cabeça do indivíduo.



Assim, a existência de políticas por meio das quais as pessoas possam manter um equilíbrio com relação à administração de suas medicações, além de se alimentar de forma adequada e praticar exercícios físicos de maneira regular, pode contribuir para reduzir o número de pessoas afetadas.

Como evitar Alzheimer

Já está comprovado cientificamente que, pessoas que praticam algum tipo de atividade física no mínimo três vezes por semana durante pelo menos 40 minutos, têm tendência a melhorar a memória após três ou seis meses. Estudos mostraram que as áreas cerebrais nas quais estão localizadas a memória das pessoas que se exercitaram estavam em melhores condições do que aquelas pertencentes aos demais indivíduos.

Com relação à alimentação, em 2014, foi realizado em Boston, Estados Unidos, um estudo com pessoas que portavam determinadas doenças não relacionadas à demência. A pesquisa apontou que essas pessoas melhoram após três meses de alimentação adequada.

Portanto, a prática de atividade física, aliada a uma alimentação apropriada e o controle de todos os fatores de risco, são variáveis de grande importância para dificultar o aparecimento do Mal de Alzheimer.

Como diagnosticar Alzheimer

Se analisado o líquido cefalorraquiano ou realizado o exame de PET scan com um tipo de substância chamada de antiamiloide, é possível visualizar as áreas cerebrais atingidas. Mesmo que a demência ainda não tenha se manifestado, pode-se investigar se a doença já está presente.

Caso sejam identificadas alterações nos exames sem que tenham sido manifestados os sintomas, a adoção do tratamento será desaprovada pelo corpo médico e Conselho de Medicina. A continuidade do problema poderá existir no futuro, mas não há essa certeza.

Diferenças entre demência e Alzheimer

O Alzheimer pode estar presente no cérebro do indivíduo décadas antes do aparecimento de seus primeiros sintomas. A partir do momento em que a doença se inicia, ela começa a se expressar por meio da falta de memória em cerca de 70% dos casos, mas não em todos. Assim, o indivíduo começa a apresentar esquecimentos que ele não exibia anteriormente.

alzheimer

Já a ligação entre o esquecimento e a dificuldade de falar caracteriza a demência.  Outra associação possível ocorre entre esquecimento e dificuldade de se organizar no espaço. Isso faz, por exemplo, com que o indivíduo se perca em um lugar costumeiramente frequentado por ele, levando-o a se orientar somente depois de pedir ajuda a outras pessoas. Com o tempo, essa desorientação pode se tornar mais frequente.

Por fim, caso o indivíduo apresente uma alterações comportamentais ou intensifique comportamentos característicos já existentes e ainda sofra esquecimentos, tal associação também determinará um quadro de demência. Nesse caso, o indivíduo poderá, por exemplo, passar a ser mais agressivo.

Avanços no tratamento da doença de Alzheimer

Em um laboratório situado em Viena, cientistas estão tentando descobrir os segredos moleculares mais profundos do envelhecimento cerebral, sobretudo por que alguns cérebros continuam saudáveis ao envelhecer, enquanto outros desenvolvem doenças neurodegenerativas, como Alzheimer.

Com o passar do tempo, os neurônios (ou células cerebrais) começam a perder contato uns com os outros, assim, as células nervosas começam a morrer, e simultaneamente ocorre o acúmulo de proteínas patológicas. É o que acontece, por exemplo, em pacientes com Mal de Alzheimer. Quando um indivíduo vai ao médico já manifestando os sintomas da doença, boa parte de suas células neurais já morreram. O interesse é descobrir qual é o primeiro passo nesse processo, quando a doença realmente se inicia.

Até o momento, os cientistas acreditam que as mesmas proteínas e genes envolvidos no desenvolvimento do cérebro podem desempenhar um papel fundamental na sua degradação. Essa descoberta pode vir a ser essencial para melhorar o diagnóstico e a terapia voltada à doença de Alzheimer.

No referido projeto de pesquisa, o objetivo é o de não só focar os fatores de risco de todo o genoma, mas também os fatores de proteção, como as possíveis estruturas genéticas que poderiam proteger o cérebro contra a doença de Alzheimer. Caso essas alterações genéticas sejam encontradas, a descoberta poderá ser traduzida em termos de proteínas, sendo possível gerar um marcador ou desenvolver novas formas de tratamento para a doença, pois se saberá o que poderá proteger o cérebro.

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