Como Ser Autodidata: 7 Princípios da Mentalidade Autodidata

7 fundamentos da mentalidade autodidata

1) Ame o que você estuda

Cabe notar que a frase acima difere de “estude só o que você ama” Essa segunda afirmação não é realista. Todo assunto, por mais distante que seja do interesse do estudante, sempre poderá dispor de algum ponto de vista interessante.



Em um curso superior, por exemplo, é impossível que o aluno consiga evitar a realização de alguma disciplina da qual ele não goste muito. Além dos cursos de graduação, durante a preparação para um concurso público, por exemplo, é possível que o candidato não aprecie a área de Direito Comercial, por achá-la muito confusa ou algo semelhante. Mesmo assim, o candidato terá que estudar essa área se ele almejar ser aprovado naquele concurso.

Diante de uma área que não lhe chame muito a atenção, o estudante precisará procurar por algum ângulo que seja de seu interesse, afinal, caso ele não encontre nada que seja interessante naquele conteúdo, dificilmente sua motivação para estudar o assunto se manterá por muito tempo.

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As pessoas que possuem um propósito, como, por exemplo, se formar no período “correto” (sem “perder” disciplinas, etc.), acabam se tornando mais motivadas, mesmo durante a realização de atividades que lhes sejam desinteressantes.

2) Ofereça mais do que o “necessário”

Se, por exemplo, um professor pedir um trabalho que contemple, no mínimo, quatro itens, o estudante poderá oferecer mais do que isso, aprofundando sua pesquisa.

No caso de um concurso público, por exemplo, essa atitude equivale a estudar muito além do que o candidato acredita ser o suficiente para obter a nota mínima exigida por uma prova que aborde alguns assuntos com os quais ele não tenha tanta afinidade.

3) Assuma 100% de responsabilidade sobre a sua aprendizagem

Da mesma forma que alguns empresários imputam a culpa de seus problemas ao governo, muitos alunos costumam atribuir o seu mau desempenho aos professores, livros, tempo curto de estudo etc.

Se o estudante assumir a responsabilidade sobre sua própria aprendizagem, ele terá uma atitude mais proativa. Assim, por exemplo, quando o aluno não compreender uma explicação dada pelo professor, ele poderá pedir uma nova explanação ou buscá-la em outro lugar. Se o livro adotado pelo docente não for o ideal, o aluno deverá procurar por outro, ou assistir a um vídeo no YouTube que aborde o tópico incompreendido.

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4) Pare de pensar e agir como aluno

O aluno “comum” é aquele que vai para aula, ou fica à frente de um vídeo, e passivamente espera que o professor despeje informações e diga o que fazer com elas.

O autodidata é um estudante ativo. Mesmo que esteja em uma sala de aula, ele realiza anotações ativamente, lê o material com antecedência, faz questionamentos, procura por materiais diferentes daquele solicitado pelo professor etc. Esse tipo de aluno não questiona, por exemplo, se todo exercício passado pelo professor vale nota, pois ele está mais interessado em aprender. Essa é a mentalidade típica de um autodidata, completamente oposta a de um aluno “comum”.

5) Seja curioso, não tenha medo de se aprofundar

O estudante não deve se limitar ao conteúdo transmitido pelo professor ou repassado por um livro. Ele deverá pesquisar e expandir o escopo do tema estudado. Isso propiciará uma segurança muito maior quanto àquilo que estiver sendo aprendido. Se uma pessoa estuda o mesmo assunto sob o ponto de vista de diferentes autores, ela acaba desenvolvendo uma visão multidimensional sobre aquele tema, o que confere muito mais profundidade.

6) Aprenda técnicas de aprendizagem eficiente

O estudante deve conhecer as formas mais eficientes para acelerar o aprendizado do material que estiver sendo estudado. Além disso, essa aprendizagem tem de ser duradoura, ou seja, permanecer na memória de longo prazo, diferente daquele estudo de véspera de prova, feito às pressas durante a madrugada e que, quando muito, só atende um propósito: ser aprovado em uma prova, já que, na maioria das vezes, algumas semanas depois, o estudante não se recordará mais do conteúdo estudado.

Esse princípio é válido tanto para um empreendedor quanto para um autodidata. Afinal, há um vasto conteúdo disponível que deve ser aprendido pelo empreendedor, o qual precisa saber em detalhes o que está acontecendo em seu nicho de mercado. Portanto, esses dois tipos de pessoas necessitam de ferramentas que tornem sua aprendizagem mais eficiente, além de prolongar o período de permanência das informações na memória de longo prazo.

7) Tenha foco

Atualmente estamos sujeitos às mais diversas distrações, que obviamente diminuem nosso foco, seja mensagens no celular, notificações contínuas do Twitter, Facebook etc. O estudante não precisa ficar longe das redes sociais durante o dia inteiro. No entanto, se aquelas duas ou três horas forem reservadas para estudar, o aluno deve manter o foco apenas sobre o estudo. Com isso, ele tornará a aprendizagem mais eficiente e aquele tempo irá render.

Texto relacionado: confira aqui 4 dicas para aumentar sua capacidade de concentração e foco.

Por sinal, um dos pontos que tem sido rebatido pela ciência cognitiva é justamente a ação multitarefa. Ninguém é multitarefa. Se uma pessoa estiver tentando realizar mais de uma atividade ao mesmo tempo, ela acabará prejudicando todas elas, sejam 2 ou 15. Portanto, o autodidata deve ter foco, saber aonde quer chegar e o conhecimento que pretende adquirir em um dado intervalo de tempo.

Empreendedorismo x autodidatismo

Ser um autodidata ajuda o indivíduo a se tornar um empreendedor. Ser um empreendedor o transforma em um autodidata. O empreendedorismo e o autodidatismo são, na verdade, conceitos muito semelhantes e que estão profundamente correlacionados à autossuficiência. Ser responsável por si e saber aonde quer chegar é a mentalidade correta em qualquer instância da vida de um indivíduo, que deve sempre buscar o que deseja sem apontar culpados pelo próprio fracasso.

Muitas universidades inserem na grade curricular uma ou mais disciplinas relacionadas ao empreendedorismo. Porém, o ensino tradicional “forja” pessoas que dependem da presença de um professor para que elas acreditem que estão aprendendo algo. Esse sistema não funciona muito bem, razão pela qual ele está ruindo gradualmente.

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