Dor de Cabeça: Causas e Tratamentos

Dor de cabeça é tudo igual?

Hoje se sabe que existem mais de 150 tipos de dores de cabeça, e a maioria delas é classificada como primária, com destaque para a enxaqueca. Além disso, quase 15% da população tem cefaleia primária, a qual deve ser acompanhada de perto por um neurologista.



Causas

Influência genética

A dor de cabeça primária é aquela desenvolvida devido à influência genética, a mais tipicamente diagnosticada é a enxaqueca.

Doenças primárias

Na grande maioria das vezes a dor de cabeça é causada por uma doença primária manifestada pelo próprio corpo do indivíduo, porém, raramente essa cefaleia gera alguma complicação mais destacada.

Uso inadequado de medicações

Atualmente há cada vez mais casos de dores de cabeça geradas pelo uso de medicações. Ocasionalmente, o indivíduo pode consumir tanta medicação que seu organismo passa a se tornar dependente do composto. Com isso, a pessoa poderá acabar desenvolvendo uma cefaleia crônica. Logo, é importante não tomar remédios por conta própria.

Consumo de determinados alimentos

Há uma série de estudos com diversas medicações e substâncias, que comprovaram que alguns alimentos podem ser fatores desencadeantes da dor de cabeça, porém, cada organismo reage de uma forma diferente, assim, a dúvida dos médicos se refere à especificação destes alimentos. Logo, é realmente necessário individualizar os casos.

Há pacientes que têm dor de cabeça, por exemplo, ao tomar café, já em outros casos a referida bebida ajuda a amenizar as dores. A ingestão de determinados tipos de queijo ou vinho também pode piorar a intensidade das dores. Devido ao grau de subjetividade quanto aos gatilhos da dor de cabeça, o importante é que o paciente se conheça e converse com seu médico para evitar ao máximo as crises.

Tratamento

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A dor de cabeça é um problema muito comum e que pode ser tratado por diversas especialistas. O neurocirurgião foca nas causas secundárias, que são as dores de cabeça que podem gerar problemas mais graves, como os tumores cerebrais e os aneurismas.

Muitas vezes o clínico geral e o médico da família resolvem os problemas. Todavia, certas dores de cabeça são mais difíceis de serem tratadas, razão pela qual pode ser necessária a presença de um especialista, geralmente um neurologista especializado em cefaleias. Em alguns casos, o neurocirurgião chega a atender casos relacionados a dores de cabeça causadas por fatores secundários.

Enxaqueca

A enxaqueca caracteriza-se por ser uma cefaleia pulsátil, associada a náusea e vômito, e ser mais frequente em mulheres. Além disso, o paciente com enxaqueca por ser incomodado pela luz (fotofobia) ou pelo som.

Enxaqueca na infância

Ao contrário do que muitos imaginam, crianças também podem sofrer com enxaquecas. Atualmente, já existem neurologistas pediatras especializados em enxaqueca infantil. Assim, se a criança estiver reclamando de dores de cabeça diárias, o primeiro passo deve ser se consultar com um pediatra, e caso haja necessidade, a criança deverá ser encaminhada a um neurologista pediátrico.

Problemas de visão associados a dores de cabeça 

É comum que as pessoas costumem associar problemas de visão às dores de cabeça. Contudo, tais problemas não causam enxaqueca, que é uma doença muito bem caracterizada. Logo, ao ouvir os relatos dos pacientes acerca dos sintomas, o médico deve ser capaz de estabelecer diferenciações precisas entre enxaquecas e dores provocadas por problemas visuais.

Como tratar a enxaqueca

Existem dois tipos de medicação. A maioria da população consome o remédio “abortivo”, ou seja, ingerido após a manifestação da dor. Porém, há o remédio profilático, que tem o objetivo de evitar as dores. Não é indicado consumir apenas remédios destinados a aplacar a dor sem realizar a profilaxia, afinal, a dor continuará se manifestando. Portanto, é importante estabelecer um equilíbrio entre a medicação profilática e a “abortiva”. O profissional mais indicado para realizar esse tratamento é justamente o neurologista.

Tratamento com remédio profilático

Os médicos consideram que sofrer 3 a 4 crises de enxaqueca por mês que necessitem de remédio é algo aceitável. No entanto, se o paciente apresentar dores de cabeça diárias ou semanais a ponto de ter de ingerir frequentemente remédios abortivos, vale a pena iniciar a profilaxia.

Período do tratamento profilático

Com frequência, pacientes que apresentam enxaqueca exibem estresse devido ao contato com a luz, e podem sofrer com enxaquecas mais intensas devido a alterações em sua vida, como, por exemplo, uma mudança de emprego.

Nem sempre é necessário que o tratamento profilático da enxaqueca seja mantido ao longo de toda a vida do paciente. Nas crises mais acentuadas, é importante que a medicação seja consumida. Eventualmente há certos intervalos em que o uso da medicação pode ser suspenso. Porém, cada caso deve ser avaliado individualmente.

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