Ginástica Cerebral: Como Exercitar o Cérebro

Ginástica cerebral: você sabe o que é?

Muitas vezes, as pessoas mais idosas tendem a entrar na chamada “zona de conforto”, o que poderá acabar “enferrujando” o cérebro. Ao exercitar a mente, o indivíduo melhora a concentração, raciocínio e memorização, que são habilidades essenciais para serem usadas ao longo da vida.



Os exercícios para estimular o cérebro atuam como verdadeiros desafios mentais, e seus níveis de dificuldade podem ser definidos conforme o patamar de inteligência e rapidez mental de cada indivíduo.

Neuroplasticidade e recuperação da memória

Os exercícios característicos da ginástica cerebral são até mesmo capazes de auxiliar no processo de recuperação de nossas memórias. Isso se deve a capacidade de reorganização e aprimoramento das conexões estabelecidas entre os neurônios, algo que chamamos de neuroplasticidade.

Logo, é imprescindível não criar rotinas, seja através de exercícios, jogos ou o que for. Qualquer atividade nesse sentido estimula a formação de neurotrofinas, conjunto composto por dopamina, noradrenalina, adrenalina e serotonina. Esses “nutrientes cerebrais” aperfeiçoam as conexões existentes entre as células e criam novos caminhos dentro do cérebro.

Novas redes neuronais

Atualmente existem muitos medicamentos e recursos destinados a prolongar nossa expectativa de vida. Entretanto, não há nenhum remédio capaz de proporcionar um envelhecimento saudável, já que isso depende prioritariamente de uma mente sã.

Dessa forma, a realização de exercícios mentais é importantíssima para que as pessoas possam envelhecer com qualidade de vida, e além de melhorarem a memorização e o raciocínio, esses exercícios também aprimoram a coordenação motora e estimulam a criação de novas redes neuronais. Porém, a definição de um novo caminho neuronal exige diversas repetições. Além disso, cada rede neural corresponde à uma habilidade distinta, como a inteligência espacial.

Reserva cognitiva

Os exercícios mentais podem ser iniciados ainda durante a juventude, e na medida em que realizados contribuem para o desenvolvimento da chamada reserva cognitiva, processo que promove a ampliação da quantidade e qualidade das conexões nervosas. Desse modo, quando o indivíduo começar a perder suas habilidades e capacidades cerebrais, ele poderá suprir essas perdas. Em outras palavras, a perda de conexões não impactará na extinção das habilidades, resultado de uma boa reserva cognitiva. Vale destacar ainda que o cérebro pode ser desenvolvido em qualquer idade.

Perda da eficiência cerebral

Os neurônios aumentam sua taxa de mortalidade após os 27 anos. Entretanto, o cérebro também é um músculo, ou seja, pode ser exercitado como qualquer outra massa muscular presente no organismo. Assim, esses exercícios ajudam o cérebro a retomar sua vitalidade de outrora. Por outro lado, é fato que as habilidades mentais começam a ser perdidas por volta dos 60 anos de idade.

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Os chamados apagões mentais normalmente não estão ligados a perda de eficiência cerebral. Na verdade, esse tipo de problema tem como causa uma vida atribulada, marcada pelo excesso de estresse, noites mal dormidas e má alimentação.

Ademais, há uma característica nociva para o cérebro: a rotina. Todas as atividades rotineiras atrapalham o desenvolvimento cerebral, já que, diante de uma situação-problema, o referido órgão sempre busca em seus arquivos a solução de um evento que seja o mais semelhante possível ao enfrentado no momento. Essa ação visa economizar energia, mas se executada em excesso, acaba desestimulando as redes neuronais internas. Assim, o maior problema de uma escola ruim, muito mais do que a maneira superficial com que são abordados os conteúdos, é o pobre estímulo cerebral.

Ampliação do hipocampo

A realização de exercícios mentais também acarreta alterações físicas no cérebro, como aumento da massa cerebral, consumo de glicose, fluxo sanguíneo e temperatura no interior do cérebro.

Os taxistas de Londres precisam memorizar todas as ruas da capital inglesa antes de serem autorizados a dirigir um táxi. Esse processo acaba estimulando muito a região do hipocampo. Após uma análise do cérebro dos taxistas londrinos mortos, os cientistas descobriram que o hipocampo era muito mais espesso do que aquele encontrado na maioria da população. Experiências similares foram efetuadas com ratos.

Portanto, a intensa estimulação de algumas regiões do cérebro proporciona o aumento de volume e massa cerebral. O resultado pode ser equiparado ao mesmo obtido após o treinamento físico de qualquer outro músculo do corpo.

Exercícios para o cérebro

Torre de Hanoi

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Um desses jogos é a Torre de Hanoi, que possui uma base de madeira composta por três pinos. O pino central tem inicialmente uma sequência de discos que seguem uma disposição gradual com relação ao tamanho das circunferências, das maiores para as menores.

O objetivo é transferir um por vez todos os discos para a coluna da esquerda ou da direita. Contudo, todos os discos menores devem ficar acima dos maiores.

A base da ginástica cerebral é composta por: novidade, variedade e grau de dificuldade crescente. Portanto, no jogo Torre de Hanoi, a quantidade de discos deve ser ampliada paulatinamente.

Palavras cruzadas

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Muitos idosos têm o hábito de praticar palavras cruzadas. Embora essa atividade proporcione um importante desenvolvimento cerebral, ela prioriza apenas uma área do cérebro. A falta de variedade nos exercícios mentais acaba prejudicando a evolução de outras áreas. Portanto, é recomendável que as palavras cruzadas sejam mescladas com outras atividades, como o trabalho artesanal ou a leitura.

Atividades cotidianas

Vale destacar que o estímulo do cérebro não ocorre apenas por meio da realização de jogos especificamente desenvolvidos para esse fim. Na verdade, o cérebro pode ser estimulado através de diversas ações cotidianas. O mais importante é sempre se abster da rotina. Isso pode ser feito, por exemplo, ao tomar banho com a luz apagada, escovar os dentes com a mão inversa à habitual, trocar o pulso em que será colocado o relógio, fazer as refeições em lugares diferentes ao redor da mesa etc. Ou seja, executar as ações cotidianas de um novo modo.

Dicas finais

É importante salientar a importância de manter uma alimentação saudável, ter um período de sono agradável, evitar situações estressantes, e praticar exercícios físicos. Todos esses fatores também prestam uma ótima contribuição, pois facilitam o alcance do equilíbrio entre corpo e mente.

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