Inteligência Emocional: Os 5 Principais Pontos – Guia Definitivo

Inteligência emocional: o que é?

A inteligência emocional é caracterizada pela captação do mundo através dos estímulos, com o uso equilibrado dos dois hemisférios cerebrais. Assim, razão e lógica devem estar associadas ao uso da intuição e percepção romântica do mundo.



Trata-se de um tipo de inteligência extremamente relevante para pessoas que querem ter uma vida equilibrada, próspera e bem sucedida tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. Esse conceito surgiu pela primeira vez em 1990, com Mayer e Salovey. Depois, em 1995, Daniel Goleman desenvolveu o conceito sob sua perspectiva, difundindo-o para o mundo.

A inteligência emocional possui três pilares, o primeiro se refere a uma conexão de amor próprio, o segundo estabelece uma conexão de amor ao próximo, e o terceiro está ligado a uma conexão de amor a um ser divino, referindo-se não especificamente a determinadas religiões, mas sim à crença da existência de um ser superior.

Hoje, já existem projetos de escolas que aplicam a educação emocional, ensinando crianças a lidarem com suas próprias emoções para que elas se desmotivem com menor frequência, tenham um menor nível ansiedade e mais direção em suas vidas.

Inteligência emocional associada aos dois lados do cérebro

O cérebro é dividido em duas áreas: hemisfério esquerdo e direito. A metáfora da neurociência diz que o hemisfério esquerdo se ocupa da parte racional. É lá que se concentra o lado matemático, lógico, cognitivo, analítico e crítico. Na verdade, essas áreas não estão presentes somente no hemisfério esquerdo, mas sim espalhadas por todo o cérebro. Contudo, para fins didáticos, ainda considera-se a separação entre dois hemisférios. Já o hemisfério direito está associado às intuições, emoções, sentimentos e compreensão subjetiva do mundo.

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Uma pessoa guiada majoritariamente pelo hemisfério esquerdo cerebral é mais crítica, lógica e analítica, e não acreditará em nada que não tenha uma referência nítida no passado. Por outro lado, pessoas controladas majoritariamente pelo lado direito são mais emotivas, se entregam mais facilmente e buscam o desconhecido.

O equilíbrio existente entre os dois hemisférios é o que conduz as pessoas ao sucesso. Evidentemente, sempre haverá um lado predominante, seja o esquerdo (racional) ou o direito (emocional).

A inteligência emocional segundo Daniel Goleman

Para Daniel Goleman, a inteligência emocional advém da combinação entre dois baluartes, o primeiro é composto pelas competências emocionais sociais, por sua vez definidas em nove subáreas, as quais remetem à capacidade do indivíduo em se conectar com o próximo e com a sociedade. O segundo pilar é constituído pelas competências emocionais pessoais, que remetem à capacidade do indivíduo em conectar-se de forma harmônica consigo próprio.

Essas competências são desenvolvidas quando as pessoas conseguem equilibrar razão e emoção, ou seja, hemisfério esquerdo e direito. Isso significa que, mesmo o indivíduo sendo mais matemático e crítico, ele também poderá ter um destacado lado amoroso e sentimental, e vice versa.

Os 5 pontos da inteligência emocional

1) Autoconhecimento e autoconsciência

A capacidade de reconhecer as próprias emoções e, inclusive, o processo mental inerente a elas, é uma das habilidades da inteligência emocional.

2) Controle emocional

A inteligência emocional prega que é importante aprender a estabelecer um equilíbrio entre razões e emoções. Para isso, é fundamental saber lidar com as emoções, principalmente aquelas mais perturbadoras, como a raiva, o medo e o sentimento de culpa. Ocasionalmente, as pessoas passam muito tempo envolvidas com essas emoções negativas.

3) Automotivação

As pessoas devem controlar as próprias expectativas diante de seus objetivos e sonhos, além de aprender a comedir os impulsos, principalmente perante adversidades e obstáculos, sempre mantendo um processo interno que proporcione automotivação.

4) Empatia

A quarta habilidade ligada à inteligência emocional consiste em reconhecer as emoções manifestadas pelas outras pessoas. Trata-se de aprender a se colocar no lugar do outro. Às vezes, as pessoas estão muito fechadas no seu próprio ponto de vista, preocupadas apenas em sempre “ter razão”. Nesse ponto, a empatia pode facilitar muito as relações interpessoais.

5) Habilidades interpessoais

O quinto ponto vinculado à inteligência emocional são as habilidades interpessoais, ou seja, a capacidade de gerir e lidar com grupos de pessoas, exercendo uma influência positiva (tanto em um nível pessoal como profissional) sobre os outros.

Há décadas, Goleman já questionava se somente o nível de QI seria o único responsável pelas incríveis habilidades demonstradas por pessoas bem sucedidas. Na realidade, o QI responde por cerca de 20% do sucesso no âmbito profissional, os outros 80% sem devem à inteligência emocional.

No mundo corporativo, ao comparar duas pessoas que possuam o mesmo nível de QI e preparo técnico para desenvolver uma determinada função, o que definirá as possibilidades de ascensão e sucesso profissional será majoritariamente o QE (quociente emocional), ou seja, a inteligência emocional.

Benefícios proporcionados pela inteligência emocional

A inteligência emocional pode gerar algo incrível chamado de equilíbrio produtivo positivo. Como o próprio diz, trata-se de um equilíbrio que faz o indivíduo produzir de um modo positivo.

Às vezes nos dedicamos sobremaneira às nossas competências emocionais sociais, e acabamos deixando as pessoais de lado. Como exemplo, podemos citar mulheres que dedicam toda sua vida para cuidar de seu marido e filhos, ou ainda indivíduos que trabalham 10, 12 ou mais horas todos os dias. O inverso também pode ocorrer, ou seja, quando negligenciamos nossas competências emocionais sociais. Nesse caso, o indivíduo vive fechado em seu mundo, se preocupando apenas com os próprios objetivos.

O equilíbrio e a conjuntura de competências definem a essência de cada indivíduo, além de determinar o ponto onde cada um se encontra e onde poderá chegar.

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