Interface Cérebro-Máquina Ajuda Deficientes a Retomar Movimentos

Interface cérebro-computador: esperança para deficientes

Sabe-se que o cérebro tem capacidades extraordinárias, podendo até mesmo controlar um robô ou uma máquina através de um computador. Técnicas complexas conhecidas como interfaces cérebro-computador estão sendo projetadas por cientistas para dar esperança a paraplégicos e tetraplégicos.



Um laboratório em Linz, na Áustria, conseguiu uma proeza: utilizar o cérebro humano para ligar e desligar luzes. Os eletrodos situados ao redor do crânio captam sinais elétricos cerebrais conforme sua intensidade, e então o computador lê a atividade cerebral e consegue traduzi-la em uma ordem para acender a luz.

Os pesquisadores acreditam que o cérebro pode ser estimulado para fazer ainda mais ações. Ele poderia ser usado, por exemplo, para fazer um paraplégico interagir mentalmente com um videogame, jogar um jogo de tabuleiro ou abrir portas à distância.

interface-cerebro-computadorComo funciona?

Basicamente, a interface cérebro-computador funciona a partir de eletrodos que são colocados em locais específicos da cabeça, nos quais certas ondas cerebrais podem ser medidas. Para o sistema criado, uma simples mudança do sinal cerebral é suficiente para gerar um comando ao computador. Assim, uma determinada função pode estar atrelada apenas a um único comando, ou ainda um único sinal do cérebro também pode ser usado para ativar um determinado comando.

Os cientistas já estão testando a possibilidade de controlar máquinas voadoras através de uma combinação entre técnicas sensoriais, visão computadorizada e ondas cerebrais. Falando em coisas mais concretas, também existem muitas aplicações possíveis no cotidiano. Os paraplégicos podem, por exemplo, controlar de forma precisa uma cadeira de rodas com o cérebro. Também é possível antever um futuro nos quais os sinais cerebrais possam ajudar a controlar as órteses, fazendo com que um tetraplégico possa voltar a segurar objetos.

Para os cientistas, esse futuro pode estar mais próximo do que se imagina. Contudo, ainda é preciso realizar muito mais pesquisas a fim de se concluir como ocorre o funcionamento desse órgão magnífico que é o cérebro.

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