Neurônio: Estrutura, Sinapse e Bainha de Mielina – Tudo Sobre

Neurônios e células da glia: o que são e para que servem

Tanto o coração como o cérebro são compostos por células, assim como qualquer outro órgão do corpo humano. Porém, as células que constituem o sistema nervoso são especiais e é a partir de seu complexo funcionamento que surgem as concepções que temos a respeito do mundo, nossas emoções e consciência.



O cérebro é composto por dois tipos de células: neurônios e células da glia, essas últimas dão suporte, proteção, nutrição e ajudam os neurônios a se comunicarem. Porém, são os neurônios que estão mais diretamente envolvidos com as atividades mais complexas do cérebro.

Sabe-se também que o número de células da glia é quase 10 vezes superior ao de neurônios. Será que é daí que vem o mito de que os seres humanos utilizam apenas 10% do cérebro?

Estrutura de um neurônio

estrutura-de-um-neuronio

Os neurônios são compostos pelo corpo celular (conhecido também como soma), axônio e dendritos. O axônio é um prolongamento do corpo celular especializado em transferir informações pelo sistema nervoso. Eles podem variar de milímetros até 1 metro. No fim de um axônio existe o chamado terminal axional, e é nessa região que, para transmitir informações, o axônio se conecta com o corpo celular ou dendritos de outro neurônio. Por sua vez, os dendritos são prolongamentos que se estendem a partir do corpo celular e recebem sinais de outros neurônios.

Sinapse (ou transmissão sináptica): o que é?

sinapse

Chama-se sinapse o ponto de contato estabelecido entre dois neurônios, envolvendo o lado pré-sináptico, de onde o sinal é enviado, e o lado pós-sináptico, onde o sinal é recebido. A transmissão sináptica representa a transferência de informação de um neurônio para outro. Trata-se de um dos processos mais básicos que ocorrem no cérebro.

Esse mecanismo acontece basicamente da seguinte maneira: quando um impulso elétrico passa por um neurônio e chega ao final do axônio, são liberadas substâncias químicas conhecidas como neurotransmissores, que são detectadas pelo dendrito ou corpo celular que se encontra do outro lado da sinapse, e a partir daí é gerado um impulso elétrico que percorre os neurônios. E então, o processo se repete.

Papel da bainha de mielina

O impulso elétrico passa pelos neurônios devido a uma passagem rápida de íons pela membrana neuronal. A maioria dos axônios é envolvida por uma camada de proteínas e lipídios chamada de bainha de mielina, a qual é muito importante pois isola grandes partes do axônio e acelera a transmissão do impulso elétrico pela membrana do neurônio.

A mielina é muito importante para o funcionamento da maior parte dos neurônios. Um exemplo drástico dessa importância ocorre na esclerose múltipla, situação na qual as bainhas de mielina dos neurônios são danificadas pelo próprio sistema imunológico do indivíduo. Com isso, a comunicação entre vários neurônios se interrompe e diversas lesões podem surgir em diferentes regiões do sistema nervoso, o que pode causar os mais diversos impactos sobre as capacidades cognitivas e motoras do indivíduo afetado.

Sistema nervoso e os movimentos corporais

Cabe observar que esse processo eletroquímico de transmissão de informações ocorre o tempo todo em diferentes áreas do sistema nervoso, o que permite o envio de sinais elétricos para todas as partes do corpo executarem suas ações. É assim que um indivíduo consegue apontar o dedo para uma dada direção ou que seu coração bate sem que ele tenha que fazer o menor esforço.

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