Tumor Cerebral: Tipos, Causas, Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

Tumores cerebrais: características gerais

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, os tumores das meninges foram os cânceres primários mais encontrados em pacientes com idades entre 40 a 70 anos, sendo que a taxa de incidência foi 2,3 vezes maior nas mulheres do que nos homens, assim, conclui-se que o câncer no cérebro é mais frequente em mulheres.



Cada tipo de tumor cerebral apresenta um comportamento completamente diferente do outro, alguns podem ser hereditários, porém, mesmo sem histórico familiar para esse tipo de tumor, o indivíduo poderá manifestá-lo.

Principalmente no caso dos tumores cerebrais, existem pessoas que conseguem viver bem, mas acabam sendo afetadas psicologicamente. A depressão, por exemplo, é um problema comum e que, ocasionalmente, pode limitar mais a vida de uma pessoa do que um tumor benigno.

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Alguns desses tumores têm preferência pelo sexo feminino, como os meningiomas, tumores que advém das meninges, membranas que recobrem todo o cérebro. Cabe enfatizar que a meningite é uma infecção e não possui qualquer relação com o meningioma.

A chamada lesão extra-axial se limita à meninge. Porém, se o tumor estiver entre o cérebro e a caixa craniana, o seu crescimento exagerado poderá comprimir o primeiro. Existem tumores que alcançam o tamanho de uma laranja.

Tipos de tumores cerebrais

Foi somente a partir da década de 70 que a Organização Mundial de Saúde (OMS) começou a organizar e classificar os tumores, a partir daí, os mesmos termos passaram a ser usados ao redor do mundo.

Cada tipo de tumor possui uma localização específica. As variações dos tumores cerebrais ocorrem devido aos diferentes tipos de células presentes. Um tipo comum de tumor cerebral é o meningioma benigno, que se localiza nas meninges e responde por cerca de 25% dos tumores cerebrais. Como as meninges têm células que recobrem todo o cérebro, o meningioma poderá ocorrer em qualquer região compreendida por essas membranas.

Já os gliomas benignos atingem as células da glia, porém, também podem se desenvolver em regiões distintas:

Glioma benignoLocalizaçãoFrequência
AstrocitomaCélulas astrócitos50% em crianças e adolescentes
Ependinoma4º ventrículo50% em crianças
OligodendrogliomaCélulas de sustentação do cérebro50% em crianças
MeduloblastomaCerebelo50% em crianças

Causas dos tumores cerebrais

Existem alguns fatores que aumentam a probabilidade do desenvolvimento de câncer, como exposição ao Sol, no caso do câncer de pele, e tabagismo, com relação ao câncer pulmonar. Já no caso do câncer de mama, a influência genética é preponderante.

Muitas vezes, essas células se dividem de forma errática e alteram suas próprias estruturas, e conforme essas divisões ocorrem, há uma maior demanda por nutrientes. A ampla vascularização aumenta o risco do tumor se desprender e chegar à corrente sanguínea ou aos vasos linfáticos, atingindo qualquer outra parte do organismo.

Sintomas

Conforme o local de incidência do tumor, os sintomas serão específicos. Se os neurônios comprometidos por um determinado tumor estiverem, por exemplo, próximos da área motora, os movimentos do indivíduo poderão ser comprometidos. Caso a região acometida seja a da linguagem, a fala será prejudicada.

Em outra situação, o paciente poderá desenvolver um quadro de crise convulsiva. O cérebro se comunica por meio de circuitos elétricos. A convulsão é causada exatamente por um curto-circuito que culmina em uma lesão, que pode ser detectada por um dos exames disponíveis.

Diagnóstico

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A tomografia e a ressonância datam da década de 70. Anteriormente, os exames realizados eram apenas físicos, o que dificultava a avaliação, já que, até então, esses tumores não podiam ser visualizados pelos médicos.

A ressonância começou a ser usada somente na década de 80, chegando ao Brasil apenas na década de 90, quando a técnica se popularizou. Não por acaso, a partir daí o número de tumores detectados foi ampliado, mesmo que muitos deles sejam benignos e dispensem a realização de cirurgias.

Existem também outros dois fatores que influenciaram muito no aumento das identificações de eventos relacionados aos tumores cerebrais. O primeiro deles é a atuação de equipes multiprofissionais, envolvendo, por exemplo, neurocirurgiões, oncologistas e radioterapeutas. O segundo fator é a expansão do atendimento prestado pelos médicos familiares.

Diferenças entre tomografia e ressonância magnética

A tomografia é um exame rápido, finalizado em questão de minutos. O exame permite uma boa visualização dos ossos, parte do cérebro, e do sangue. Todavia, a ressonância é mais eficaz para se analisar os tumores cerebrais, já que seu poder de visualização é maior. Algumas pessoas, como portadores de marca-passos, não podem efetuar este tipo de exame. Em média, cada ressonância leva em torno de 20 a 30 minutos. Esse tempo decorre prioritariamente do nível de detalhamento do exame.

Como tratar tumores cerebrais

Não existem exames de prevenção para os tumores cerebrais. Se o meningioma for benigno, muitas vezes ele cresce lentamente e não necessita de abordagem cirúrgica. Neste caso, basta acompanhar o crescimento do tumor mediante a realização de um exame anual. De modo geral, esse tipo de tumor não causa interferências na vida do indivíduo.

O cérebro é um órgão pequeno, correspondendo a cerca de 1% do peso corporal. Quando o crescimento do tumor benigno é lento, o cérebro se adapta a ele. Diferentemente de um tumor maligno, que provoca sintomas rapidamente, o benigno pode ser encontrado durante a realização de um exame de imagem feito em um paciente que exiba poucos sintomas. Caso a lesão seja extensa ou esteja gerando compressão, torna-se necessário um procedimento cirúrgico.

Se uma mulher tem um tumor que já afetou, por exemplo, seu linfonodo, além de exibir algum sintoma neurológico, o exame de imagem deve ser feito de maneira precoce. A dor de cabeça é um sintoma muito comum, mas populações específicas devem receber mais cuidados. Já se uma mulher que possui um câncer de mama em fase avançada e, por exemplo, começa a exibir algum sintoma neurológico, o exame de imagem também deve ser realizado rapidamente.

Tumores malignos e metástases

O sistema nervoso pode ser marcado pelas metástases. Nesses casos, o indivíduo possui um tumor em um determinado local que migra para o cérebro ou medula espinhal. Mesmo se o tumor não for tratado precocemente, mas se concentrar em uma única região, como a mama, ele pode ser eliminado do organismo. Por outro lado, se o tumor migrar para outra área, ele poderá se tornar mais perigoso. Assim, se, por exemplo, o câncer chegar ao cérebro por meio da corrente sanguínea, geralmente é necessário que haja uma abordagem conjunta de um oncologista com um neurocirurgião.

Para se ter ideia, de 15% a 20% dos tumores malignos situados em qualquer parte do corpo ocasionam metástase cerebral. Portanto, o cérebro é um alvo muito comum, já que cerca de 15% da circulação sanguínea vai para o cérebro. Assim, se as células de um tumor entrarem na corrente sanguínea, elas podem ser bombeadas pelo coração e atingirem o cérebro.

O tumor é caracterizado pela presença de células que, devido a algum problema no DNA, começam a se dividir. Caso essas células se concentrem apenas em um local e o crescimento for lento, elas darão origem ao chamado tumor benigno. Caso a mutação faça com que as divisões das células ocorram com uma velocidade muito rápida, elas começam a modificar a região afetada.

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